O Irmão Edson José Koslosky, membro da ARLS Manoel Demétrio Nº 2507, do Oriente de Palmeira, realizou um grande feito, no mês passado. Ele escalou o Cume do Aconcágua, montanha mais alta das Américas, localizada na Argentina.
O Aconcágua tem seu pico na cúpula norte do Cerro Aconcágua e é conhecido como “Sentinela de Pedra”, considerada uma das paisagens mais deslumbrantes da Argentina. Localizado no Parque Provincial Aconcágua, na Cordilheira dos Andes, a 112 km de Mendoza é procurado por milhares de visitantes para contemplar a magnífica paisagem de montanhas e desafia, todos os anos, montanhistas de todo mundo a escalá-lo.
O Irmão Edson, que é corretor de seguros, sempre gostou de atividades radicais, principalmente as que proporcionam contato com a natureza. Antes de alcançar o Cume do Aconguá, ele fez a Trilha Inca (150km) e a Nascente do Rio Amazonas, chegando ao cume do Cerro Mismi ( montanha sagrada dos Incas).
Para realizar sua mais recente e arriscada aventura de chegar a 6.962 metros acima do nível do mar – cúpula do Cerro Aconcágua – foi necessário um ano de preparação, com reforço nos 180 dias que antecederam a expedição, incluindo intensos treinamentos, como: natação, spinning, corridas, trekking, academias e outros.
O principal desafio do aventureiro, porém, foi encontrar a cura para a doença de Raynolds (doença que na literatura, não existe causa e nem cura). “Como iria subir uma montanha a menos 30 graus com uma doença que, em baixa temperatura, ‘sai’ toda circulação de sangue nas extremidades ( dedos, orelhas, nariz)? Tive que encontrar a cura. Pensei, analisei, estudei e encontrei a solução com Hipnose”, explica Edson Koslosky.
Vencidos os desafios, com a preparação física em dia e apoio de seus familiares e amigos, Edson partiu para sua jornada. Foram 14 dias para conseguir chegar no Cume. Em toda expedição, ele perdeu sete quilos. Viu também dois dos cinco integrantes do seu grupo desistirem no caminho e precisarem ser resgatados com helicóptero. Refletiu muito. Admirou a paisagem. Lembrou dos ensinamentos maçônicos. Vivenciou cada segundo.
“Me lembrei da lapidação da pedra bruta. Nesta expedição, você consegue outros valores. Valorizando a Vida, a Fé, a natureza, a Família e a própria superação. “Como são muitos dias, e a maioria deles, você fica só na sua barraca, pensa muito em Deus, família, sua pátria. É quase um retiro espiritual. Você com você mesmo”, pontua o Irmão Edson.
Ao chegar ao topo da montanha às 16h15 do dia 23/02/2020,, tomado por emoção, Edson desfraldou a bandeira da cidade de Palmeira. Toda essa expedição foi registrada em fotos e ficou firmemente marcada em sua memória. “Tenho que agradecer a Deus que me deu saúde e disposição e também a todos os meus irmãos e amigos pelo apoio. Aproveito para deixar uma mensagem a todos os Irmãos: insista, persista e nunca desista”, finaliza Edson.

