As redes sociais podem ser aliadas importantes na vida pessoal, profissional e também institucional, como no caso da Ordem Maçônica. O que vai definir o impacto positivo desses meios é a forma como são usados. Como toda ferramenta, há possibilidade de resultados positivos ou extremamente negativos. É preciso, acima de tudo, bom-senso e, no caso da Maçonaria, um zelo ainda maior.
A divulgação de fotos ou vídeos nas redes sociais (Facebook, Instagram, WhatsApp, etc.) de sessões ritualísticas, de paramentos maçônicos ou contextos restritos da Ordem é descabida e rejeitável. Preocupado com o bom uso desse instrumento comunicacional pelos Irmãos e Lojas, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Paraná, Eminente Irmão Luís Mário Luchetta, destaca que assunto de Loja deve ficar em Loja. O mesmo vale para simbologia e alegoria.
“O que deve ir para redes sociais são acontecimentos, realizações, datas comemorativas, ações sociais, enfim, tudo o que a sociedade pode perceber. Podemos tratar, por exemplo, da influência da Maçonaria, da importância, dos anos de serviços prestados, da educação oriunda dos templos, coisas que realmente nos façam ser percebidos positivamente”, explica o Grão-Mestre.
É sempre importante que a Loja e obreiros evitem ao máximo qualquer exposição de aspectos internos. Em uma iniciação, por exemplo, em hipótese alguma devem ser feitos registros de imagens do transcorrer do cerimonial. Se a intenção for ter uma recordação do momento, indica-se uma foto após a conclusão dos trabalhos ritualísticos, com os Irmãos juntos, num enquadramento focado nos Obreiros e com a menor exposição possível do Templo ou sala de reunião.
O Grande Oriente do Brasil – Paraná (GOB-PR) tem adotado uma postura prudente ao se comunicar com a sociedade, através das redes sociais. As publicações possuem linguagem institucional e não expõem momentos internos. “O GOB-PR tem se posicionado de forma a postar nas redes sociais exclusivamente o que interessa para a sociedade. O que diz respeito internamente ao quadro de obreiros e Lojas é assunto de boletim informativo e informativos direcionados”, exemplifica o Grão-Mestre, Luís Mário Luchetta
O Grão-Mestre lembra ainda que todos os maçons são guardiões da Ordem, responsáveis por manterem intocável a imagem da instituição. Todos juntos, cuidando e zelando da Maçonaria, proporcionarão um fortalecimento da instituição e uma barreira de proteção ao que é de interesse exclusivamente dos maçons regulares.
“Juntos somos mais, juntos somos mais fortes, mais completos. Então, toda colaboração de todos os obreiros será parte da solução para esse problema. Não adianta o Orador ser o fiel escudeiro e ficar sendo o único apontador de situações. Todos precisam ter consciência da importância da serenidade, da postura inequívoca de retidão e de bom senso, evitando exibicionismo e bajulações”, finaliza Luís Mário Luchetta.

