GOB-PR PARTICIPA DE INSTALAÇÃO DA ASSEMBLEIA GUARDIÃS DO MANACÁ Nº 21 DA ORDEM INTERNACIONAL DO ARCO-ÍRIS

No dia 11/09, ocorreu a Instalação da 5ª Gestão da Assembleia Guardiãs do Manacá nº 21 da Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas. Estiveram presentes representantes das 3 Potências Regulares, Grande Oriente do Paraná, Grande Loja do Paraná e Grande Oriente do Brasil – Paraná, O Grande Secretário Adjunto de Ação Paramaçônica, Irmão Hugo Chaves, representou o Grão-Mestre, Irmão Luís Mário Luchetta, no evento.

A Ilustre Preceptora, Sobrinha Julia Sinestri dos Santos, escolheu como lema da sua gestão a “Miosótis” (também conhecida no mundo inteiro como “não-me-esqueças”), símbolo da Maçonaria alemã. A sobrinha destacou que o lema da gestão foi escolhido por acreditar que será repleta de amor, união e conhecimento, cuja flor significa recordação, fidelidade, amor verdadeiro e gratidão.

A Sobrinha Julia Sinestri dos Santos traçou um breve histórico sobre a importância da flor miosótis na Maçonaria. Frisou que em 1934, Adolf Hitler no poder, deixou claro que a Maçonaria alemã corria o risco de desaparecer. Em 1937, a Maçonaria é tida como “inimiga do estado”, doutrina que se consolidou em 1940 com a proibição de sociedades “secretas”, abrangendo a Augusta Ordem, quer na Alemanha quer nos países ocupados pelos germânicos.  Nesta época foram fechadas várias Lojas e retirado o direito de propriedade delas.

Porém, os Maçons que persistiram em seus ideais, precisaram encontrar um novo meio para se identificar, que não fosse o óbvio Compasso e Esquadro. Então escolheram a pequenina flor azul que é conhecida, em muitos idiomas, pela mesma expressão: não-me-esqueças – o miosótis. Assim, muitos maçons continuaram a se encontrar, se identificar e realizar suas sessões. Passado o governo nazista, os Irmãos alemães voltaram a se reunir normalmente.

Em 14 de junho de 1954, a Grande Loja do Sol, núcleo da Grande Loja Unida da Alemanha, foi reaberta, sob um ilustre irmão, o Dr. Theo Vogel. Nesse momento, o miosótis foi aprovado como emblema oficial da primeira convenção anual, realizada por aqueles que conseguiram sobreviver aos amargos anos do nazismo.

Nessa convenção, a flor foi adotada, oficialmente, como um emblema Maçônico, em honra àqueles valentes irmãos que enfrentaram circunstâncias tão adversas.

 

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