A ARLS Vigilantes do Oeste nº 2713, do Oriente de Cascavel, realizou, na noite de 20 de julho de 2026, às 20h, uma Sessão Especial em Grau de Aprendiz-Maçom para receber a visita da ARLS União Fraternal nº 4655, também do Oriente de Cascavel. A atividade integrou a programação da 24ª Sessão Ordinária de 2026 e foi conduzida pela Comissão de Visitação e Interação Maçônica, dentro das ações oriundas do Planejamento Estratégico Participativo da Oficina.
A Sessão foi marcada pela expressiva presença dos Irmãos visitantes, que compareceram em significativa comitiva, representando 42% do quadro da Loja, fortalecendo o espírito de aproximação entre Oficinas e reafirmando, na prática, o valor da intervisitação como instrumento de convivência, aprendizado e construção de vínculos fraternos.
Conforme previsto no roteiro ritualístico da noite, a Loja visitante foi recepcionada após a abertura dos trabalhos, com a entrada do Venerável Mestre, do Porta-Estandarte e dos demais Irmãos da União Fraternal, observadas as orientações ritualísticas próprias para a recepção de Lojas visitantes.
O ponto alto da noite ocorreu durante o Tempo de Estudos, com a apresentação do trabalho “Além dos Ritos e das Colunas — A intervisitação como escola de fraternidade, tolerância e unidade maçônica”, desenvolvido pelos Irmãos Everton Dagmar Porfirio e José Carlos Toretta. O estudo foi preparado especialmente para a ocasião, em sessão que contou com a honrosa presença dos Irmãos da União Fraternal, criando uma conexão direta entre o tema apresentado e a vivência concreta daquele encontro fraterno.
Em sua reflexão, o trabalho destacou que a intervisitação vai além de um ato de cortesia institucional. Trata-se de uma verdadeira experiência formativa, pois permite ao maçom ampliar sua compreensão sobre a Ordem, conhecer outras práticas, observar diferentes formas de condução dos trabalhos e reconhecer que a riqueza da Maçonaria também reside na convivência respeitosa entre Oficinas com histórias, costumes e Ritos distintos.
A presença da União Fraternal teve significado ainda mais especial por aproximar duas Lojas que trabalham em tradições ritualísticas diferentes: a Vigilantes do Oeste, no Rito Escocês Antigo e Aceito, e a União Fraternal, no Rito Moderno. O trabalho apresentado ressaltou que os Ritos não devem ser compreendidos como caminhos concorrentes, mas como linguagens distintas de uma mesma construção maçônica, capazes de dialogar, enriquecer-se mutuamente e conduzir os Obreiros ao aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual.
Durante a Sessão, a intervisitação foi apresentada também como um exercício prático de tolerância. Ao receber Irmãos de outra Oficina, a Loja é convidada a olhar novamente para si mesma, avaliar sua forma de acolher, instruir e conduzir seus trabalhos, ao mesmo tempo em que reconhece no visitante não apenas uma presença institucional, mas um espelho fraterno que contribui para o fortalecimento da própria identidade da Oficina.
A reflexão avançou ainda do conceito de intervisitação para o de interação maçônica, defendendo que as Lojas não devem apenas se visitar em ocasiões especiais, mas construir vínculos permanentes por meio de estudos compartilhados, intercâmbio de trabalhos, projetos conjuntos, ações culturais, atividades envolvendo as famílias maçônicas e iniciativas de colaboração entre Oficinas.
Ao final, a mensagem central da noite foi sintetizada na compreensão de que a verdadeira unidade maçônica não exige uniformidade, mas respeito, convivência e disposição para transformar diferenças em pontes. A visita da ARLS União Fraternal à ARLS Vigilantes do Oeste representou, portanto, muito mais do que o registro de uma presença fraterna. Simbolizou a disposição para o fortalecimento de um caminho de aproximação, aprendizado recíproco e fortalecimento da Maçonaria no Oriente de Cascavel.
Como bem expressou o trabalho apresentado, “a Luz, quando compartilhada, não se divide, mas se multiplica”, e foi exatamente esse o espírito que marcou a Sessão Especial: o de Lojas que não apenas se visitam, mas caminham juntas, reafirmando que, na Maçonaria, juntos somos mais fortes.


