O 3º Simpósio Sociedade, Cidadania e Ação, idealizado e realizado pela ARLS Vigilantes do Oeste nº 2713 – Benfeitora da Ordem, em Cascavel, foi sucesso mais uma vez. Cerca de 400 pessoas estiveram presentes assistindo às palestras, que proporcionaram muito conteúdo de qualidade.
O palestrante Bruno Garschagen falou sobre A Geração Z em Movimento: A nova força Que redesenha o Mercado, a Política, a Economia e a Sociedade. Na sequência, Luiz Felipe Pondé tratou sobre a temática: Entre fatos e ficções: como as narrativas moldam a Educação, a Cultura e a Democracia, e a Batalha pela Verdade na construção do Brasil do Futuro.
Após as palestras, o jornalista Gelson Negrão mediou uma conversa com os dois palestrantes, oportunizando aprofundar os temas e também permitindo perguntas dos participantes. Foi uma manhã rica em conhecimento, reflexões e provocações, cumprindo o propósito do Simpósio que é ser uma arena de ideias.
O Venerável Mestre da Loja, Irmão William Nogata, destacou na abertura a importância da realização do Simpósio, com temáticas tão importantes. “Nós, enquanto construtores sociais, carregamos uma herança de luta pela liberdade e de compromisso com a verdade. Nossa tradição nos lembra que o silêncio diante da injustiça é cumplicidade, e que a omissão diante da manipulação é traição ao ideal fraterno que juramos defender”, pontuou Nogata.
O evento contou com a presença do Grão-Mestre, Irmão Paulo Roberto Socher, acompanhado da Presidente da FRAFEM/GOB-PR, Maria da Penha Socher, e de Comitiva. Também estiveram presentes o Secretário Geral de Relações Institucionais e Governamentais do GOB, Homero Zanotta, representando o Grão-Mestrado Geral; o Grão-Mestre de Honra do GOP, Irmão Cristian Flores; e o Grão-Mestre de Honra do GOB-PR, Irmão Luís Mário Luchetta, acompanhado da ex-presidente da FRAFEM/GOB-PR, Regina Hiromi Luchetta. Registrou-se também a presença de outras autoridades maçônicas, civis e militares.
Em seu discurso, o Grão-Mestre, Irmão Paulo Socher, destacou a importância do Simpósio, que materializa o compromisso da Maçonaria com uma Sociedade mais consciente e preparada para os desafios atuais e futuros. “Esta é uma iniciativa exemplar, que mostra o quanto a Maçonaria procura ser luz na Sociedade. Ter uma Loja pensando e organizando um evento de tão alto nível, com debates tão importantes, mostra que a nossa Ordem está impactando cada vez mais na SOciedade”, comentou Socher.
Ao final, a empresa Bastian e Lora foi homenageada por apoiar o Simpósio desde a primeira edição, na cota máxima de patrocínio. O Venerável Mestre, Irmão William Nogata, entregou um certificado de reconhecimento a um dos proprietários da empresa, o Irmão Willian Bastian. Também foram patrocinadores Diamante: Supermercado Almayer e We Incorporadora.
Confira o inspirador discurso do Venerável Mestre da Loja realizadora, Irmão William Nogata:
Hoje, reunidos neste espaço de reflexão e diálogo, somos convidados a um exercício que vai além da escuta: somos chamados a pensar, a questionar, a propor e a agir. O tema que nos convoca – “Os Desafios Geracionais e de Informação no Brasil Atual: Verdade, Liberdade e Construção Social” – é urgente e inadiável. Vivemos um tempo em que a verdade se tornou campo de batalha, em que as narrativas disputam corações e mentes, e em que a velocidade da informação muitas vezes supera a profundidade da reflexão. Nesse cenário, qual é o nosso papel?
Não é por acaso que escolhemos este tema. Ele nasce de um incômodo, de uma inquietação e de uma urgência. Vivemos tempos em que as fronteiras entre o verdadeiro e o falso se tornam nebulosas, em que a liberdade individual é frequentemente ameaçada por discursos travestidos de proteção coletiva, e em que a construção social parece cada vez mais fragmentada.
Nesse cenário, eu lhes pergunto: o que será do futuro de uma sociedade em que a verdade se torna mercadoria e a liberdade um privilégio concedido?
O Brasil contemporâneo nos apresenta contradições profundas. De um lado, temos avanços tecnológicos, acesso à informação em escala inédita e uma juventude que se conecta em rede, com potência transformadora. De outro, enfrentamos a manipulação de dados, a banalização das fake news, o cerceamento da liberdade de expressão e a fragilização das instituições democráticas.
A liberdade, senhores e senhoras, é a pedra angular da democracia. Sem ela, não há espaço para o diálogo, não há terreno para a pluralidade, não há chão firme para a construção de uma sociedade justa. Mas, quando olhamos para o nosso país, percebemos sinais preocupantes: opiniões censuradas, vozes caladas, instituições cooptadas e uma crescente desconfiança entre cidadãos. Esse cenário não é apenas conjuntural: é estrutural, e suas consequências ecoarão nas próximas gerações.
É justamente por isso que este simpósio não pode ser um mero encontro intelectual. Ele é, antes, um ato de resistência cidadã. Um espaço em que reafirmamos a coragem de pensar, a coragem de discordar, a coragem de construir pontes em meio a muros cada vez mais altos.
Nós, enquanto construtores sociais, carregamos uma herança de luta pela liberdade e de compromisso com a verdade. Nossa tradição nos lembra que o silêncio diante da injustiça é cumplicidade, e que a omissão diante da manipulação é traição ao ideal fraterno que juramos defender.
É hora de nos perguntarmos:
Que Brasil estamos legando aos nossos filhos e netos?
Que narrativas estamos aceitando sem questionar?
Que liberdades estamos dispostos a perder em nome de conveniências momentâneas?
A Geração Z, que já se faz presente em todos os espaços, observa a nossa postura. São jovens que cresceram em meio à hiperconexão digital, mas que também enfrentam crises de identidade, ansiedade e desconfiança nas instituições. Eles clamam por propósito, por verdade, por autenticidade. Mas que exemplo damos a eles quando toleramos a manipulação da informação ou quando naturalizamos o cerceamento da liberdade?
Se quisermos um Brasil forte, precisamos de cidadãos livres. Se quisermos instituições sólidas, precisamos de verdades inegociáveis. Se quisermos coesão social, precisamos construir pontes entre as gerações — e não abismos de desconfiança e intolerância.
O slogan desse simpósio – “Entre a verdade e a manipulação, a coragem de pensar!” – não pode ser apenas uma frase de impacto. Ele precisa se tornar prática diária, guia de conduta, compromisso ético. Ter coragem de pensar é mais que exercer o direito de opinar: é assumir o dever de questionar, de investigar, de ir além da superfície das manchetes e da sedução das narrativas prontas.
Hoje, reunimos aqui lideranças, pensadores, famílias e cidadãos que acreditam na força transformadora do diálogo. Mas que este não seja um diálogo ingênuo, e sim um diálogo corajoso. Que não seja apenas uma escuta passiva, mas uma escuta crítica. Que não seja apenas reflexão, mas também provocação para a ação.
E a ação que se espera de nós é clara:
- defender as liberdades individuais em todos os espaços;
- fortalecer a democracia, não apenas como sistema político, mas como prática cotidiana de respeito ao outro;
- rejeitar a manipulação em qualquer forma — seja política, ideológica, cultural ou tecnológica;
- e, acima de tudo, formar gerações críticas, conscientes e livres.
Este simpósio será um marco se, ao final, cada um de nós assumir a responsabilidade de sair daqui não apenas com ideias, mas com compromissos claros e objetivos com nossa sociedade, nossas comunidades e nossas famílias, para que a verdade volte a ocupar o centro da vida pública e a liberdade não seja apenas uma palavra bonita, mas uma experiência real.
Senhoras e senhores: o futuro não será entregue pronto às nossas mãos. Ele será moldado pela coragem que tivermos de enfrentar a mentira, a manipulação e a opressão. O futuro será construído por aqueles que, hoje, escolherem pensar com liberdade, agir com responsabilidade e viver com fraternidade.
Portanto, este simpósio é mais que um evento. É um espaço de encontro entre gerações, ideias e experiências. Aqui, queremos ouvir a voz da juventude, da Geração Z, que já redesenha a economia, a política e a cultura. Queremos também valorizar a sabedoria das gerações anteriores, que trazem consigo experiência, memória e referências indispensáveis. Não se trata de confronto entre velhos e novos, mas de construção conjunta de um futuro mais justo e humano.
Que este seja o nosso pacto. Que este seja o nosso legado!
Muito obrigado, e que iniciemos esta jornada com a força da verdade, a coragem da liberdade e o espírito fraterno da construção social. É com imensa honra e senso de responsabilidade que declaro abertas as atividades do 3º Simpósio Regional Sociedade, Cidadania e Ação, pois o futuro não é herança: o futuro é construção. E ele começa aqui, hoje, com cada palavra, cada escuta e cada ação que formos capazes de realizar juntos.
Desejo um excelente Simpósio a todos, e obrigado pela presença! Vocês tornam esse momento especial e ímpar!


