ARLS PERSEVERANÇA RECEBE PRÉ-EXPOSIÇÕES SOBRE HISTÓRIA DA MAÇONARIA E INCIDENTE DE ROSWELL

A ARLS Perseverança N.º 159 de Paranaguá passou a receber na noite de 26/07, duas pré-exposições trazidas pelo pesquisador e curador Doraci José Vodzynski, membro da ARLS Dom Pedro II, de Guaratuba, uma delas trazendo fatos históricos e influência da Maçonaria no Brasil e no mundo, outra abordando o incidente de Roswell, um dos casos mais marcantes da ufologia mundial, bem como trazendo itens de espionagem e de relevância internacional, como câmeras e outros itens da antiga União Soviética. O intuito posterior é levar essas pré-exposições de forma itinerante a outras Lojas Maçônicas do GOB-PR.

Segundo o Venerável Mestre da Loja Perseverança, Jean Cristiano Correa, a Maçonaria desempenhou um papel fundamental em fatos históricos relevantes para a humanidade, sendo que há a necessidade de contínuo estudo sobre acontecimentos. “Ser maçom é continuamente buscar a verdade, sem preconceitos, com humildade e estudo. Trazer exposições para discussão entre Irmãos é algo que faz parte deste processo de contínua evolução da Ordem e dos seus membros”, afirma.

“A exposição sobre a história da Maçonaria tem a finalidade de mostrar a Ordem no contexto mundial. Estamos fazendo uma pré-exposição aqui na Loja Perseverança, em Paranaguá, em setembro será no Grande Oriente do Brasil – Paraná (GOB-PR), em Curitiba. São peças da 1.ª e 2.ª Guerra Mundial, da História do Brasil, da Fraternidade Feminina, tudo voltado à Maçonaria, itens originais, identificados e documentados. A ideia é passar aos Irmãos e aguçar a vontade de pesquisar mais sobre os assuntos”, afirma o curador.

Segundo Doraci, outro acontecimento mundial trazido é a Revolução Americana, que contou com influência direta da Maçonaria, algo de conhecimento notório. “Outro fato histórico com influência da Ordem é a Independência do Brasil, com maçons agindo em prol desses acontecimentos importantes. São cartas, cédulas, medalhas das guerras mundiais, enfim documentos importantes”, completa

Incidente de Roswell

Segundo Vodzynski, no seu portfólio várias exposições da 1.ª e 2.ª Guerra Mundial, com mais de 9 mil itens, um dos maiores museus itinerantes do País. “Além disso temos a mostra Relíquias Sagradas, com exposição que está acontecendo em Guaratuba até o dia 28”, explica. “O Incidente de Roswell, na verdade em contato com alguns Irmãos dos EUA e da Alemanha, que conhecem o nosso trabalho, nosso profissionalismo e equipe, mandaram este rico acervo de materiais. Faz 75 anos que esse incidente aconteceu, a Maçonaria no Brasil conta com 200 anos, a Loja Perseverança, de Paranaguá, mais de 150 anos, então são datas importantes e chegou a hora de nós começarmos a mostrar para a sociedade este caso de Roswell, até mesmo com um título: a humanidade está preparada para a verdade?”, afirma o pesquisador, frisando que está aprimorando seu conhecimento sobre ufologia.

De acordo com ele, os itens trazidos enviados a ele sobre Roswell são do acervo do Major Jesse A. Marcel, do Setor de Informação do 509º Grupo de Bombardeio do Exército, que foi o primeiro Oficial a ter contato com um Objeto Voador Não Identificado (OVNI), encontrado em um rancho próximo à cidade de Roswell, no estado do Novo México, nos Estados Unidos, que posteriormente foi informado pelas autoridades que seria um balão meteorológico, algo que ainda é questionado até hoje. Há indícios no acervo que indicam que o Major Marcel era maçom. “Isso aconteceu em 8 de julho de 1947. Caiu um objeto não-identificado, nos primeiros dias os jornais e o Exército dos EUA publicou oficialmente que era uma nave não-identificada, possivelmente com alguns corpos de seres não-identificados. Dias depois, o Exército desmentiu tudo. No comando desta perícia quem estava era o Major Marcel”, detalha.

“Historiadores afirmam que ele acabou guardando algumas peças, isso não é comprovado até hoje, mas hoje temos o indício de que ele realmente guardou. Temos também a certeza que são essas peças que estão hoje na aqui na Loja Perseverança, agora só falta abrir as agendas do Major, pegar este material, levar a laboratórios e comprovar 100%. Até tem um boneco na exposição, pelo menos parece ser, não sabemos como foi feito, ele conta com a etiqueta do Exército americano”, ressalta o pesquisador.

Segundo o curador, ressalta que o caso ocorrido em Roswell é o marco zero da ufologia, ramo de estudos que, segundo ele, “ainda é um tabu por falta de informação”. “Lembrando que, além disso, temos na exposição dois aventais, que são utilizados por maçons, entre outras peças maçônicas muito relevantes, que ainda não sabemos em que época, de onde e quem usou. A Maçonaria é formada por estudiosos, é difícil não se saber algo sobre a Ordem, mas essas peças nos intrigam, pois não sabemos de onde veio, de que rito é, algo que será bacana para pesquisarmos juntos”, frisa Doraci.

“Essas exposições irão percorrer as Lojas Maçônicas. Hoje temos o site www.museuinbox.com.br onde contamos com peças de grande valor histórico, réplicas idênticas produzidas por nós e mandamos para as pessoas. Temos documentos da 1.ª e 2.ª Guerra Mundial que só temos”, finaliza Doraci José Vodzynski, membro da Loja Dom Pedro II.

Texto e fotos: Leonardo Quintana Bernardi

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