Eminente Grão-Mestre do GOB-PR destaca importância do período e necessidade da Maçonaria ser cada vez mais ferramenta transformadora da sociedade.
“Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”. Esse pequeno trecho do Hino da Independência marca profundamente os corações patriotas que reverenciam, nesta semana em especial, a grande conquista que permitiu a essa terra ser uma nação independente. São 197 anos desde que Dom Pedro simbolicamente rompeu os grilhões que nos forjavam, ao gritar, nas margens do riacho do Ipiranga: “Independência ou Morte”.
A Semana da Pátria se torna certamente uma grande congregação de comemoração à liberdade, alcançada mediante tanta luta e bravura de nossos antepassados. Na Ordem Maçônica, esse período é lembrado de modo bastante especial por todas as Lojas, com atividades específicas para exaltar nossa Independência. Nesse ambiente festivo, a Grande Secretaria de Comunicação do GOB-PR entrevista o Grão-Mestre do GOB-PR, Eminente Irmão Luís Mário Luchetta.
Com olhos no passado, agindo no presente e planejando o futuro, o Grão-Mestre demonstra a importância desta Semana e convida todos os Irmãos a motivarem e serem inspiração de virtudes. Confira:
Comunicação GOB-PR: Esta é uma semana importante para os brasileiros e, em especial, para os maçons, com a comemoração da Independência do Brasil. Na visão do Eminente Irmão, qual o legado que esse momento histórico deixou para as gerações atuais e vindouras?
Luís Mário Luchetta: Deixou principalmente um legado de liberdade, que não havia naquele momento em 1822. Não há hoje e nem haverá no futuro a possibilidade de nos tornarmos uma colônia novamente, atrelados a qualquer outro país, de qualquer viés político que seja. É essa liberdade que precisamos valorizar e protegermos sempre, como grande legado que nos foi deixado.
A Maçonaria teve papel importante em vários episódios de elevada significância para a Nação. Atualmente, na visão do Eminente Irmão, nossa Instituição continua sendo uma ferramenta de construção social?
LML: Sim. Somos uma ordem de aperfeiçoamento de cidadãos que interagem na construção da nossa sociedade como um todo. Onde tem um maçom regular tem uma esperança de mais justiça, respeito, equidade e transparência.
Como a Ordem Maçônica pode avançar nessa missão em prol de um país mais justo e perfeito?
LML: Trazendo para a Maçonaria a juventude brasileira por intermédio das instituições paramaçônicas (APJ, DeMolay, Arco-íris e Filhas de Jó) e das Lojas Universitárias, cujos integrantes serão o futuro do país. Nossa Ordem também deve continuar o aperfeiçoamento ético e moral dos Irmãos e levar esses conhecimentos à sociedade.
Nesse contexto, como poderíamos pontuar o papel que cabe aos maçons como indivíduos, às Lojas como organismos vivos e às potências como grande elo de congregação?
LML: As Lojas e as potências, por intermédio de um planejamento estratégico, devem selecionar seus objetivos e empregar seus esforços para alcançá-los e difundi-los no ambiente social no qual estão inseridos, através dos maçons.
O GOB poder central e GOB-PR têm linhas específicas traçadas no sentido de envolvimento com causas locais, regionais, estaduais e nacionais? Se sim, quais são?
LML: Cada um na sua esfera deve ter sim, e também entendemos que as Lojas devem ter especificamente para as causas locais. Para as causas estaduais o GOB-PR tem os seguintes objetivos estratégicos definidos:
. Promover a integração entre lojas;
. Incentivar o comprometimento e eficácia da gestão;
. Promover o crescimento e a melhoria continuada da instituição;
. Promover a integração entre as obediências regulares; e
. Promover interação do GOB-PR com instituições e causas nacionais.
A convivência harmônica entre as potências regulares representa, nesse sentido, um fator importante para que a Maçonaria tenha força para atuar na sociedade?
LML: Sim. Juntos seremos mais fortes. A união das obediências regulares possibilitará praticamente triplicar nossos esforços em busca dos objetivos priorizados.
Qual é a visão do Irmão sobre trabalhos como os desenvolvidos pelos Observatórios Sociais e por que a Maçonaria deve “encampar” projetos como esse?
LML: Ao invés de encampar, devemos sim apoiar e participar. Muitos Observatórios Sociais já têm maçons entre seus integrantes. É uma oportunidade de a sociedade exercer sua ajuda ao poder executivo no gasto dos recursos obtidos pelos impostos recolhidos. Os Observatórios Sociais desenvolvem um grande trabalho, que precisa de apoio.
Qual avaliação que o Eminente Grão-Mestre faz do atual momento vivido no Brasil?
LML: De esperança, de mais respeito, equidade, transparência e justiça.
Qual a mudança mais urgente que precisa ser desenvolvida?
LML: É urgente o fim dos privilégios que massacram a maioria absoluta da população brasileira, em prol de uma minoria que abocanha a maior parte dos tributos arrecadados por quem produz em nosso Brasil.
Qual mensagem final o Eminente Irmão gostaria de deixar para a família gobiana paranaense, nessa Semana da Pátria?
LML: Vamos relembrar os feitos da Maçonaria em prol de nossa independência, para saber de onde viemos. Somente sabendo de onde viemos e onde estamos poderemos planejar para onde vamos. Devemos lembrar que: "Se hoje enxergamos longe é porque estamos apoiados sobre os ombros de nossos antepassados”. Vamos juntos fazer o GOB-PR que queremos.


