Doada pelo Irmão João Darcy Ruggeri, a peça referencia a figura de um importante maçom e militar, símbolo de muitas virtudes e inspirações.
A 5ª Região Militar (RM), em Curitiba, recebeu, em seu Salão de Honra, um importante item para o acervo cultural da instituição: o busto do Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. A estrutura de 60 centímetros de altura, apoiada sobre pedestal suspenso, recebeu local de destaque. O evento, que marcou o recebimento do busto do Patrono do Exército Brasileiro, contou com a presença do Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Paraná (GOB-PR), Irmão Luís Mário Luchetta, do Grão-Mestre Adjunto, Irmão Edson Haesbaert, e também dos Irmãos Luiz Rodrigo Larson Cartens, João Darcy Ruggeri, …
O espaço onde a imagem de Duque de Caxias está imortalizada e referenciada foi inaugurado no dia 05 de julho deste ano, nas comemorações do aniversário de 128 anos de criação do Grande Comando. Ali, estão expostos livros, quadros e objetos históricos, elementos representativos da história da Força Terrestre Brasileira, destacando-se o busto do General Gomes Carneiro – Herói do Cerco da Lapa e um mosaico com a pintura da Batalha do Avaí, na Guerra da Tríplice Aliança, de Pedro Américo. Expõe também, documentos e material bibliográfico e fotográfico.
Agora, com o recebimento do busto de Duque de Caxias, doado pelo Irmão João Darcy Ruggeri, o Salão de Honra se torna ainda mais uma área de culto à história, em consonância com uma das principais missões da 5ª Região Militar, que é de "desenvolver o amor à Pátria e culto às tradições". Em seu Regimento Interno uma de suas atribuições é "gerar o bem-estar aos diversos públicos de interesse na condução de atividades culturais de preservação da memória e dos valores militares.". Através de sua "Assessoria Cultural", a qual compete promover e supervisionar as atividades e eventos ligados à cultura e ao patrimônio histórico militar, tem como finalidade divulgar os valores, as tradições e a história do Exército Brasileiro.
Para o Grão-Mestre do GOB-PR, Irmão Luís Mário Luchetta, a homenagem reforça que "o exemplo deve ser permanente e nós temos a obrigação de preservar a história para nossos descendentes." "Certamente quem visitar o espaço cultural da 5ª Região Militar vai saber mais de nossa história, se inspirando e aprendendo com os belos feitos do passado", complementou Luchetta. O ato do recebimento do busto, por iniciativa de um ex-Grão-Mestre do GOB-PR, também caracteriza ainda mais fortemente a amizade e respeito existente entre Maçonaria e Exército Brasileiro. "Essa amizade entre as instituições é salutar e construtiva, e é parte da história do nosso Brasil, onde muitos militares importantes também foram maçons. A disciplina existente em ambas as instituições é parte da sinergia que nos aproxima", destaca o Grão-Mestre do GOB-PR.
Quem foi Duque de Caxias?
Duque de Caxias foi um destacado militar, político e monarquista brasileiro, cognominado "O Pacificador" e "O Duque de Ferro". Abraçou desde cedo a carreira das armas. Em 1823, na Bahia, lutou contra tropas portuguesas que se recusavam a reconhecer a Independência do Brasil. Depois, passou três anos na Cisplatina, enquanto o governo imperial tentou resistir, sem sucesso, contra a secessão daquela província.
A regência que governou o Brasil durante a minoridade de Pedro II enfrentou várias revoltas por todo o país. Caxias comandou as forças lealistas, de 1839 a 1845, na pacificação de revoltas como a Balaiada, no Maranhão, as Revoltas Liberais em São Paulo e Minas Gerais, e a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul.
Sob seu comando, o Exército Imperial derrotou a Confederação Argentina em 1851-1852, na Guerra do Prata. Uma década depois, já como Marechal, novamente liderou as forças brasileiras para a vitória, desta vez na Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai. Como recompensa por seus feitos, foi elevado à nobreza, tornando-se, sucessivamente, Barão (1841), Conde (1845), Marquês (1852) e, por fim, em 1869, a única pessoa a receber um título de Duque durante o reinado de Dom Pedro II. Com a saúde cada vez mais debilitada, faleceu em 7 de maio de 1880, aos 76 anos. Foi oficialmente designado Patrono do Exército Brasileiro em 13 de março de 1962, personificando o ideal de soldado e tornando-se a figura mais importante da tradição historiográfica militar brasileira.
Seus feitos heroicos, brevemente lembrados anteriormente, toda a Nação Brasileira conhece. No entanto, é sempre importante relembrar que Duque de Caxias foi iniciado numa das lojas do Grande Oriente do Passeio em 1841, integrando-se ao Grande Oriente do Brasil, a partir da fusão deste com o Supremo Conselho, em 1852. Destacou-se como Grão Mestre do Grande Oriente do Passeio e Grão Mestre de Honra do Grande Oriente do Brasil.
A Maçonaria encontrou em Caxias um modelo de maçom e de cidadão exemplar, que nunca se omitiu até mesmo quando teve que enfrentar Irmãos Maçons, que estavam no lado oposto como no caso da Revolução Farroupilha liderada pelo Coronel maçom Bento Gonçalves, sendo que também eram maçons, dentre outros, os líderes Davi Canabarro e Giuseppe Garibaldi. Lutou e venceu o movimento separatista. Tamanho foi o seu prestígio que foi eleito Senador pelo Rio Grande do Sul e recebeu o título de Conde.
"Sigam-me os que forem brasileiros!" O brado de Caxias em Itororó, certamente, ainda é capaz, de fazer brasileiros "…readquirirem sua vitalidade e poder combativo…" e, se moribundos, "…erguerem-se em defesa da nação, brandindo suas espadas…". O exemplo de cidadão, soldado e patriota, com 65 anos de idade, o General dos Generais, em pleno território inimigo, impulsionou as tropas brasileiras para o caminho da vitória.


