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HISTÓRIA

1.                  Fundação

A história da fundação da Loja Cruzeiro do Sul começa a ser escrita no dia 24 de setembro de 1963, em uma Sessão da Loja União em 33 – essa sob obediência da Grande Loja do Paraná desde 26 de fevereiro de 1961 - a qual por incompatibilidades com o Grão Mestrado decidiu desligar-se daquela obediência e, não desejando trabalhar irregularmente, nem filiar-se a uma outra obediência maçônica então existente, decidiu fundar  uma nova potência, então denominada GRANDE LOJA DO BRASIL.

Como a legislação maçônica determina que para a fundação de uma nova obediência é necessário a reunião de no mínimo três Lojas, ficou decidido que, para atender à legislação, a Loja União em 33 seria desmembrada em duas outras Lojas. Foram então fundadas as Lojas SALDANHA MARINHO e CRUZEIRO DO SUL. Na mesma data foi decretada a instalação da GRANDE LOJA DO BRASIL e a regularização das três lojas fundadoras.

Para compor a administração da Grande Loja do Brasil foram eleitos os Irmãos ALCIONE SPERANDIO como Sereníssimo Grão Mestre e ADÃO VILLAR MARQUES como Sereníssimo Grão Mestre Adjunto, os quais elaboraram uma constituição com 120 artigos, que regularia o funcionamento da nova obediência.

A primeira Sessão da Loja Cruzeiro do Sul, registrada em ata de número 01/63, foi realizada em 16 de novembro de 1963, em um Templo provisório à Avenida República Argentina n.º 2345 na cidade de Curitiba, Estado do Paraná.

No cargo de Venerável Mestre o Irmão Adão Villar Marques declara abertos os trabalhos em Loja de Aprendiz Maçom, dispensando formalidades. Os cargos de 1º e 2º Vigilantes, Orador e Secretário, foram ocupados pelos Irmãos Valério, Ruy, Pereira e Ballin, respectivamente.

Na Ordem do Dia o Venerável Mestre dirigiu-se aos Irmãos presentes anunciando que tendo em vista o decidido em Sessão da Grande Loja do Brasil, declarava-se naquela data fundada a Augusta e Respeitável Loja Simbólica CRUZEIRO DO SUL.

Na mesma sessão foi eleita e tomou posse a sua primeira diretoria, que ficou assim constituída: Venerável Mestre João Ballin Neto, 1º Vigilante Nelson Valério da Silva, 2º Vigilante Ruy de Freitas Ramos, Orador Diógenes Stori, l.º Diácono Adão Villar Marques e Tesoureiro Natálio Loureva, tendo ainda na oportunidade sido designado para a secretaria o Irmão Costa.

Durante 10 meses as três Lojas trabalharam sob obediência da recém-criada Grande Loja do Brasil, porém, face às dificuldades que estavam encontrando para manter a nova potência, em 02 de setembro de 1964 foram iniciados contatos com o Grande Oriente do Paraná (GOB) para que este viesse a admitir sob sua obediência as três lojas maçônicas fundadoras daquela Grande Loja.
Essa admissão ocorreu em cerimônia realizada em 11 de novembro de 1964, na qual as Lojas CRUZEIRO DO SUL, SALDANHA MARINHO e UNIÃO EM 33 foram recepcionadas pelo Grande Oriente do Brasil através de seu Eminente Grão Mestre Estadual, conforme consta do balaustre nº 01/64 da Loja Cruzeiro do Sul, já sob a jurisdição do Grande Oriente do Paraná. Nessa mesma Sessão foi feita a entrega do  BREVE CONSTITUTIVO à Loja,  datado de 03 de novembro de 1964, data de sua regularização pelo Grande Oriente do Brasil, sob nº 1603.

À época foi acrescentado o número de ordem VII por ser a sétima Loja do Grande Oriente do Brasil a ter este nome. Atualmente os sufixos foram abandonados pelo Grande Oriente do Brasil e a Loja é então denominada "Augusta e Respeitável Loja Simbólica Cruzeiro do Sul n° 1603".

2. Curiosidades

Consta que o nome Cruzeiro do Sul foi atribuído de modo “pouco convencional”, numa esperta manobra do Irmão Adão Villar Marques, que desejava o título de Cruzeiro do Sul para uma das três lojas recém fundadas. Na reunião feita por ocasião da fundação, ocupando o cargo de Venerável o Irmão Villar sugeriu que fosse feito um sorteio dos vários nomes propostos para a nova Loja. Como presidente da Sessão foi fácil para o Irmão Villar trocar os demais nomes sugeridos, por outros papéis previamente escritos com o nome Cruzeiro do Sul.  Tirando um dos papéis da urna, evidentemente o nome que apareceu foi “CRUZEIRO DO SUL”, prontamente aprovado por todos.

Uma outra curiosidade que consta da ata da sessão de 9 de janeiro de 1964, é a aprovação da continuação do uso do BALANDRAU de cor branca em sessões ordinárias. Este costume é até hoje mantido pela Loja União em 33, porém foi abandonado pela Cruzeiro do Sul e Saldanha Marinho, as quais adotaram o balandrau de cor preta determinado pelo Grande Oriente do Brasil.

3.            Primeiras Iniciações

Em 23 de janeiro de 1965, foram realizados os quatro primeiros escrutínios para admissão de novos membros pela Loja Cruzeiro do Sul VII. Foram propostos e aprovados IRIO GRITZ, HAOR VERGÉS BORDIN, MAURO ABRANCHES e DIVINO OMAR STAUT GAMBARDELLA. A cerimônia de iniciação, a primeira realizada pela Loja, já sob obediência do GOB, ocorreu em 06 de fevereiro de 1965.

Em 24 de julho do mesmo ano, era iniciado o profano JUAREZ JORDÃO GUIRAUD e em 29 de janeiro de 1966 eram iniciados JOÃO LUIZ DA VEIGA NETO e CELSO HECK.
    
4.            A primeira propriedade, que não houve!

No Balaústre nº 06/65 de 24 de março de 1965, consta a nomeação de uma comissão formada por membros das lojas Cruzeiro do Sul, Saldanha Marinho e União em 33 para discutirem o uso e conservação da propriedade situada à Av Munhoz do Rocha nº 624, local de reunião das mesmas.

Em 10 de fevereiro de 1966 o Ir\Adão Villar Marques solicitava nova reunião com as três Lojas que funcionavam na Av Munhoz da Rocha nº 624, para discutirem a reforma do prédio. Em 24 de fevereiro de 1966, discutia-se com os obreiros das três Lojas, a possibilidade de se transferirem para o Edifício Acácia, face às condições para a doação do imóvel não poderem ser atendidas pelas Lojas.

Não ficou registrado em balaustre das três Lojas o resultado do trabalho da comissão nomeada para resolver a situação daquele imóvel. O que se tem de notícias (verbais) é que as três Lojas tinham recebido o prédio em doação com a condição de manterem economicamente a senhora que ali residia. Essa senhora era governanta do então proprietário, o qual por estar muito doente, prevendo sua morte e não tendo herdeiros, fez a doação condicionada a que as Lojas assistissem economicamente sua governanta até o final de sua vida.

As três Lojas não teriam conseguido arrecadar fundos suficientes e então teriam resolvido abrir mão da doação.

Nessa época o Edifício Acácia já estava concluído e era desejo do Grão Mestre Estadual ter todas as Lojas da Capital sob um mesmo teto. Não foi encontrado registro que indique se houve a efetivação e posterior anulação do processo de doação.

As três Lojas foram trabalhar no primeiro andar do Edifício Acácia, nº  10, que mais tarde recebeu o nº  46 na Praça Zacarias, onde permanecem até a presente data.

No Quadro Geral dos Obreiros da Loja Cruzeiro do Sul VII datado de 2O de dezembro de 1965, consta que a Loja possui Templo próprio (?!).

 5.        Beneficência

 Desde sua fundação a Loja Cruzeiro do Sul sempre se preocupou com os problemas da comunidade. Dentre suas ações beneficentes, uma das primeiras e mais importantes foi o atendimento à creche denominada "AMAR”, que em 1975 passou à tutela do estado do Paraná, sendo transferida da Rua Carlos de Carvalho, onde funcionava, para um terreno localizado próximo ao Parque São Lourenço. O aterro feito no terreno e as primeiras casas ali construídas, foram concretizados graças aos esforços dos Irmãos, membros da Cruzeiro do Sul, CEZAR RIBAS DA SILVA e MILTON DERVICHE, ambos no Oriente Eterno.
6.   Chanceler Honorário

 Ao Irmão CEZAR RIBAS DA SILVA, após o seu falecimento a Loja deu em homenagem o título de Chanceler Honorário; adquiriu uma cadeira na qual colocou uma placa com seu nome, tendo ficado registrado em ata que tal cadeira deverá estar sempre ao lado da cadeira do Chanceler, em todas as reuniões realizadas pela Loja e no final das reuniões será recolhida e guardada na Secretaria. Esta prática é mantida até hoje.

7.   Grãos-Mestres Estaduais

A Aug.'. e Resp.'. Loj.'. Simb.'. Cruzeiro do Sul nº 1603, revelando-se desde sua fundação, um verdadeiro celeiro de obreiros dedicados à Ordem, brindou o Grande Oriente do Brasil com inúmeros IIrm.'.que se destacaram em sua atuação como deputados estaduais e federais, juízes, conselheiros estaduais, grandes secretários e assessores do Grão-Mestrado, e principalmente, com dois Grão-Mestres Estaduais.

O primeiro deles, o Emin.'. Irm.'. José Bueno Mendes, que ocupou diversos cargos em Loja, inclusive o de Venerável Mestre, foi eleito Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado do Paraná para o período 1987-1991, tendo no entanto adoecido e falecido prematuramente na metade de seu mandato, em 1989.

Já na eleição seguinte, o Emin.'. Irm.'. João Darcy Ruggeri, egresso da Loja Mensageiros da Luz e filiado à Cruzeiro do Sul em 1968, foi eleito Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado do Paraná para o período 1991-1995, tendo sido um brilhante mandatário de nossa Obediência Estadual, representando-a dignamente, tanto nos meios Maçônicos, com ações efetivas para o crescimento do Grande Oriente do Brasil no Paraná e no sentido de aproximar as três obediências reconhecidas em nosso estado; como nos meios não-Maçônicos, divulgando nossos trabalhos e procurando desfazer mitos sempre existentes sobre nossa instituição.

Após o final do seu mandato, quando elegeu seu sucessor, o Emin.'. Irm.'. João Darcy Ruggeri foi indicado pelo Soberano Grão-Mestre Geral da Ordem, Irm.'. Francisco Murilo Pinto, para o cargo de Grande Procurador Geral do Grande Oriente do Brasil, representando uma vez mais, brilhantemente, a Maçonaria do estado do Paraná e a Loja Cruzeiro do Sul, junto ao Poder Central em Brasília. Destaca-se, entre muitas contribuições do Irm.'. João Darcy para os destinos do Grande Oriente do Brasil naquele período, sua brilhante atuação no episódio em que a Assembléia Federal Legislativa, num movimento contrário às leis então vigentes no GOB, tentava se auto-transformar em Assembléia Federal Constituinte, sem prévia consulta ao povo maçônico.
8. Imóveis
 A Loja possui ainda um jazigo no Cemitério Parque Iguaçu, o qual foi doado pelo Ir.'. CEZAR RIBAS DA SILVA com a condição de ali ser sepultado juntamente com sua esposa. No jazigo, com três gavetas, foram sepultados os Irmãos CEZAR RIBAS DA SILVA e IVENS LAGOANO PACHECO. A cunhada ÂNGELA, esposa do Irmão CEZAR, por desejo de seus familiares foi sepultada no Rio de Janeiro. Mais recentemente, em outubro de 2002, foi ali também sepultado o Ir.'. JOSÉ CARLOS CALDEIRA, que à época de seu falecimento ocupava o cargo de 1º Vigilante e era candidato ao cargo de Venerável Mestre, na eleição do ano seguinte.

A Loja também foi proprietária de dois lotes localizados na praia de Itapuá/SC, um deles doado pelo Irmão VITORINO LUIZ PAESE e o outro adquirido pela Loja na gestão do Venerável Mestre LORY VICENZI. Esses terrenos foram vendidos no ano de 2004, com o objetivo de angariar fundos para construção da sede própria, em terreno de 600 m² sito à Rua Leonel França n° 432, na Vila Fanny, em Curitiba.

Esse terreno foi adquirido em julho de 1999, ano em que comemorou seu 35° aniversário, após vários anos de trabalho e inúmeras campanhas, realizadas com o objetivo de levantar fundos. Ali está planejado para breve a construção de sua sede e Templo próprios, motivo de orgulho dos Irmãos que compõem o quadro de nossa querida Loja.

9. Condição Jurídica

A ARLS “CRUZEIRO DO SUL” nº 1603 é pessoa jurídica de Direito Privado, registrada no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, 2º Ofício desta Capital, Registro nº 675 do livro “A” de Pessoas Jurídicas, datado de 28 de julho de 1972, publicado na página 23 do “Diário Oficial do Estado do Paraná” de 27 de julho de 1972. É ainda registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) sob n° 76.031.731/0001-66.

10. Jublieu de Prata

 Ao comemorar 25 anos de fundação, em 03 de novembro de 1989, o Irmão Alberoni Garcia Machado, então Venerável, mandou cunhar medalha em homenagem ao jubileu de prata em cujo anverso foi gravado o timbre da Loja  e no verso a frase "JUBILEU DE PRATA  1964  1989".

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